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PANORAMA DO CINEMA NEGRO DOCUMENTAL NO BRASIL

A produção documental no Brasil começa com Haroldo Costa em 1958 com “Pista de Grama”, um híbrido entre ficção e doc. Protagonizado por Paulo Goulart e Yoná Magalhães é permeada por registros incríveis de Elizeth Cardoso e João Gilberto cantando bossas. O filme só é encontrado na Cinemateca Brasileira.

Em 1973, Zózimo Bulbul lança o clássico “Alma no Olho”, obra performática-documental que sintetiza a existência negra antes e depois do colonialismo. Trata também de como a cultura europeia subjugou física e simbolicamente o povo negro.

Ainda de Zózimo, temos o necessário “Abolição”, de 1988. Contesta o 13 de maio de 1888 como marco da libertação negra, pois cem anos depois, muitas lutas negras ainda são necessárias para conquistar a verdadeira cidadania.

Nos anos 80, vale destacar as produções da Associação Brasileira de Vídeo Popular. Entre seus integrantes, estavam realizadores negros como Almir Almas e Joel Zito Araujo.

Como não mencionar os famosos comerciais documentais “Gente que Faz” do Bamerindus nos anos 90. Muitos deles foram produzidos e dirigidos pelo cineasta negro Daniel Santiago. Em 2004, assina com sua irmã Lilian “Família Alcântara”.

A chegada dos anos 2000 traz uma profusão de realizadoras/es negros/as periféricos/as que faziam suas produções em câmeras MiniDV e HDV.

Temos Keyla Serruia com “Sem Nomes, Sem (Cem) Mortes” no Amazonas. E a gaúcha Camila de Morais com “O Caso do Homem Errado”.

Em São Paulo, destacam-se Joel Zito Araújo de “São Paulo Abraça Mandela”, “Retrato em Preto e Branco”, “Ondas Brancas nas Pupilas Pretas” e “A Negação do Brasil”; Vanice Deise e Eder Augusto com “O Último da Fila”, “Mãe na Obra” e “Arroz, feijão e macarrão”; Rogério Pixote por “2 Meses 23 Minutos”; O coletivo Núcleo de Comunicação Alternativa com “Videolência”; Kelly Regina, Tio Pac e Daniel Hilário com “Defina-se”; e “Chico Rei”, de Joyce Prado.

Na Bahia temos Safira Moreira com “Travessia”; David Aynan com “Ensaio Sobre a Ausência”; e Larissa Fulana de Tal por “Lápis de Cor”.

No Rio lembramos de Yasmin Thayna com “K-Bela”; Leandro Vidigal de “Cidade de Deus 10 Anos Depois”; e Wagner Novais e Cadu Barcellos com “Cinco Vezes Pacificação”.

Por: Renato Cândido

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